Criatividade, ousadia e persistência são algumas características necessárias para quem pretende se dedicar ao empreendedorismo. Segundo pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor, o jovem brasileiro é o terceiro mais empreendedor do mundo, em um ranking de 43 países estudados. O Brasil possui 21 milhões de empreendedores e superam todas as nações do G20 – as maiores economias do mundo – com 17% de sua população ativa empreendendo.
Esses números poderiam ser ainda maiores se as escolas brasileiras estimulassem a cultura do empreendedorismo entre os alunos. As grades curriculares não estão adequadas à realidade do trabalho. Em um estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Fierj), realizada com estudantes do ensino superior, 73% disseram que não sabiam como obter um financiamento bancário, 57% desconheciam que muitas universidades contam com incubadoras de empresas – uma eficiente alavanca para iniciar o próprio negócio – e a maioria nunca discutiu o tema na sala de aula.
Mesmo com essas dificuldades, está aumentando a participação dos jovens à frente dos negócios. Eles aprendem rápido a anteciparem os problemas, são criativos ao apresentar soluções e não têm medo de ousar.
No entanto, muitos confundem o empreendedorismo como um dom natural. E isso não é verdade. Um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que 97% das pessoas aprende como empreender. Algumas características pessoais, que também podem ser trabalhadas, são importantes para alcançar êxito, como o comprometimento, a habilidade para desenvolver uma rede de relacionamentos e saber lidar com riscos de uma forma controlada.
Cláudio Barreto



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