Como escolher a profissão certa

A opção define o estilo e o ambiente de trabalho que o jovem terá no futuro. Atente-se.

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Não se desespere. Veja aqui algumas dicas para facilitar sua recolocação no mercado de trabalho.

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Jovens fora do mercado: geração nem-nem

Apesar de o Brasil viver atualmente com baixas taxas de desemprego e uma escassez evidente de mão de obra qualificada, os jovens entre 18 e 25 anos ainda encontram dificuldades para se inserir no mercado de trabalho, principalmente os 5,3 milhões que compõem a geração dos “nem-nem”, assim chamados aqueles que nem trabalham e nem estudam. Pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), baseado em dados do IBGE, mostram que nesse grupo já estão 19,5% dos 27 milhões de pessoas dessa faixa etária. O dado é preocupante porque mostra que esses jovens não estão em busca de uma qualificação e não conseguem enxergar a educação como um benefício prático para suas vidas no futuro. A situação é ainda mais complexa para as mulheres, que permanecem mais tempo em casa que os rapazes: 3,5 milhões ante 1,8 milhão.
Uma das causas para esse quadro é a baixa procura pelo ensino médio no país.  Pelo menos 50% dos jovens que já atuam no mercado de trabalho ainda não completaram os três anos do antigo 2.º grau. E se pensarmos em termos de renda, os que mais sofrem com a situação são os mais desfavorecidos: 46% estão entre os 10% mais pobres da população, com renda per capita de R$ 77,75.
Na comparação com as regiões, o Norte e o Nordeste são as mais preocupantes, com 25,2% e 25,1% respectivamente de jovens sem ocupação. Em números absolutos, o maior contingente é no nordeste, com 1, 3 milhão ante 1,2 milhão do sudeste. (Por Cláudio Barreto)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ainda falta inclusão digital no Brasil

Enquanto o Brasil disputa com a Inglaterra o posto de sexta maior economia mundial, ainda há um déficit grande no tocante à inclusão digital. Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizada em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, o Brasil está na 72.ª posição no ranking mundial da inclusão digital, que mede o acesso a telefone celular, telefone fixo, computador e internet em casa. Apesar da colocação incômoda, com apenas 51,2% da população conectada, o país está um pouco acima da média mundial, que é de 49,1%. As nações com as melhores médias são: Suécia (95,8%), Islândia (95,5%), Singapura (95,5%) e Nova Zelândia (93.5%).
No entanto, existem ilhas de exceção no país. As capitais brasileiras com maior inclusão são Florianópolis (77%), Vitória (76,6%) e Curitiba (75,8). A cidade de São Paulo tem uma média de 71,7%. Já entre os municípios mais conectados, São Caetano do Sul lidera o país com 82,6%. Mas os índices de estados como Maranhão, Piauí, Pará e Roraima diminuem sensivelmente as estatísticas nacional. Em cidades como Fernando Falcão/MA, Chaves/PA e Uiramutã/RR, o índice não passa de 5% da população com conexão.
Na realidade, esses números mostram a existência de “dois brasis” e suas dificuldades históricas para promover uma melhor distribuição de renda e para contemplar as regiões carentes com índices de desenvolvimentos mais razoáveis. (Por Cláudio Barreto)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

o que as empresas mais valorizam

Quando as empresas fazem processos seletivos para preencher vagas de emprego, os selecionadores avaliam, além dos diplomas e das competências técnicas, tipos de comportamentos que são valorizados, não apenas na cultura da organização, mas também no mundo corporativo. É importante para o jovem que está em busca de uma oportunidade, atentar para algumas posturas que podem fazer a diferença em dinâmicas e entrevistas.
A proatividade e iniciativa são hoje muito valorizadas pelos gestores de Recursos Humanos. Pode-se definir proatividade como o conjunto de ações ou atitudes de quem não espera chover para consertar o telhado. Por exemplo, tomar a iniciativa de realizar alguma tarefa importante antes que seja cobrada é uma atitude que economiza tempo, mas também demanda certa dose de bom senso para saber qual a hora certa e a necessidade para agir. Portanto, ser proativo é bem diferente de agir com impulsividade.
Outro item que sempre entra na lista das habilidades mais importantes é a relação interpessoal. Para que as empresas funcionem plenamente e alcancem as metas, é necessário contar com profissionais que tenham espírito de equipe, saibam atuar lado a lado com pessoas de diferentes formações e personalidades, e consigam desenvolver projetos com objetivos em comum, respeitando as diversidades e cultivando a cortesia profissional. Diferentemente do ambiente das universidades, onde os estudantes são avaliados basicamente pela produtividade individual, no mundo corporativo os objetivos só são atingidos com a sinergia dos funcionários e estagiários. As relações interpessoais, portanto, são fundamentais para o clima organizacional e, sobretudo, para os bons resultados nos negócios.
Funcionários organizados também são o sonho de qualquer empresa. E, por isso, esse tipo de comportamento também é avaliado nos processos seletivos. Com a correria do dia-a-dia e a necessidade de fazer várias coisas de uma só vez, é necessário aprender a administrar o tempo de forma eficaz para atingir os objetivos. Por exemplo, quando é necessário encontrar um documento importante, a montanha formada por papéis desnecessários só vai prejudicar o trabalho. Por causa do excesso de material esparramado pela mesa, acaba-se gastando minutos preciosos, às vezes horas.
E para quem pensa que os jovens, mesmo os sem experiência, não estão antenados na realidade, uma boa surpresa: enquete realizada no portal do CIEE propôs a questão, “em sua opinião, qual a característica mais valorizada pelas empresas?” e 25,1% responderam que a habilidade de trabalhar em equipe é o item mais valorizado, seguido por iniciativa (22,8%), proatividade (16%), criatividade (10,7%) e relacionamento interpessoal (8,3%). (Por Cláudio Barreto)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Entrevista com Miriam Leitão


Considerada uma das jornalistas mais completas do país, Miriam Leitão, comentarista econômica da TV Globo lançou recentemente o livro Saga Brasileira, no qual conta a história dos planos econômicos e do cotidiano do brasileiro durante os períodos de inflação. A seguir a entrevista que eu fiz com ela, publicada na Revista Agitação n.º 100. Interessante principalmente para quem se liga em História, Jornalismo e Economia.
Agitação – O livro Saga Brasileira está entre os mais vendidos no país. Como foi para a jornalista Miriam Leitão escrever uma história da economia brasileira e fazer tanto sucesso?

Miriam Leitão ­– Gosto muito de economia e acho que as pessoas sabem mais do que pensam que sabem sobre o assunto. Quando elas tomam decisões sobre seu dinheiro, no dia-dia, estão tomando decisões econômicas. Como jornalista, preciso de ser entendida e deixar o “economês” de lado. No entanto, tenho mais de 30 anos de jornalismo econômico, ou seja, tenho de ser exata do ponto de vista econômico, mas também preciso ser clara. O desafio é esse: manter o conteúdo econômico, mas fazer um produto jornalístico.

Agitação – O livro foi lançado no momento em que temos uma inflação querendo dar as caras de novo. É bom ficarmos alertas? Você vê riscos de o governo perder o controle da inflação?

Miriam Leitão ­– Não acho que exista o risco de perder o controle. Mas a inflação acumulada nos últimos 12 meses está acima da meta. No começo do ano houve mais riscos, e agora menos. Mas acredito na sabedoria do povo brasileiro. Ele não vai deixar a inflação subir muito. O governo que brincar com isso vai ser punido com queda de popularidade. O país não quer mais inflação alta. Tanto que quando começou a subir, todos se assustaram. O governo terá de obedecer a esse comando. Caso contrário, terá baixa popularidade.

Agitação – Os jovens não viveram aquele período inflacionário e talvez a maioria nem saiba o que é inflação. O que o livro Saga Brasileira pode acrescentar para os leitores que não conviveram com essa realidade?

Miriam Leitão ­– Quando fui escrever o livro, pensei em vários tipos de público. Os da minha faixa etária viveram a inflação fora de controle e todas as mudanças de regras. Eu queria contar para eles o quanto que nós resistimos. Porque muita gente da minha geração já se confunde com os planos econômicos. E também pensava nos jovens, porque queria que eles tivessem noção do que seus pais viveram. E estou tendo muita resposta desse público. Um dia desses estava em Joinville e um jovem me disse que não tinha noção do quanto foi complicado esse período. Então também mirei neles, que estão entrando agora no mercado de trabalho, para que saibam os riscos que a gente correu, como lidamos com essas dificuldades e como o país resistiu a isso tudo.

Agitação – E como uma população com baixo nível de escolaridade e de poder aquisitivo conseguia sobreviver aos excessivos e mirabolantes planos econômicos da época e à inflação galopante?

Miriam Leitão – Ao reeditar essa história, aprendi a nunca subestimar a inteligência do povo brasileiro. Apesar da baixa escolaridade, que é um dos problemas que a gente tem de enfrentar, ele é inteligente. Mesmo com essas dificuldades, o povo conseguiu entender coisas muito complexas do ponto de vista econômico, como a história da URV (Unidade Real de Valor) – uma moeda virtual, que não existia, apenas uma unidade de conta. O governo deu um prazo na época, de um ano para que as pessoas entendessem aquele mecanismo, mas em três meses 95% dos contratos de aluguéis, salários, mensalidades escolares e condomínios já estavam convertidos para URV. Conto casos que li em jornais da época em que vendedores ambulantes do centro do Rio de Janeiro colocavam placas: venha aqui que te ensino como funciona a URV.

Agitação – Quando surgiu o Plano Cruzado, o Brasil vivia a esperança da redemocratização e o povo apostou no plano, foi às ruas, serviu de fiscal do Sarney. O PMDB elegeu praticamente todos os governadores naquele ano e após as eleições o plano sucumbiu. Na sua análise, era um plano eleitoreiro ou de boas intenções?

Miriam Leitão – Era inicialmente um plano com boas intenções. Houve uma grande discussão dentro da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio, anos de debate para se desenvolver uma tecnologia de combate à inflação brasileira. A nossa era diferente das outras do mundo; era uma super inflação e depois uma hiperinflação indexada que durou mais de duas décadas. Então, os economistas estudaram que as terapias tradicionais não funcionavam no Brasil. Precisava de um choque heterodoxo ou a entrada de uma nova moeda. O presidente José Sarney aplicou aquilo que já havia sido muito discutido na academia.

Agitação – E por que não deu certo?

Miriam Leitão – No começo deu certo, mas aí o presidente Sarney ficou muito encantado com a popularidade dele, que cresceu muito, e resolveu não fazer os ajustes necessários nas contas públicas para garantir a manutenção do plano. Ele não queria dar má notícia e perder a popularidade. Depois também teve uma interferência política que distorceu um pouco. Mas o Cruzado foi um fenômeno sociológico importante porque mostrou o quanto o brasileiro estava disposto a fazer qualquer coisa para ter uma inflação baixa. Eles não foram fiscais do Sarney. Era um consumidor a se envolver na luta para salvar a economia do país.

Agitação – Você acha que esse “fazer qualquer coisa” pela inflação baixa foi o que permitiu ao governo Collor colocar em ação um plano tão audacioso como o confisco da poupança, com a população aceitando aquilo tudo?

Miriam Leitão – O Plano Collor foi o pior plano já feito. Ele foi mal elaborado, mal implantado, mal executado e provocou a maior violência econômica que o Brasil já viveu, que foi o sequestro do dinheiro que as famílias conseguiram guardar nos bancos e estavam aplicados em títulos públicos. Era um voto de confiança das famílias e das empresas nos títulos do governo e na caderneta de poupança que era uma garantia federal. O povo brasileiro foi traído. E não reagiu contra porque era o início de governo. É natural que o presidente tenha apoio no princípio. E o próprio presidente Collor transferia para as elites ou especuladores, a culpa daquilo que ele tinha responsabilidade e tinha aceitado em fazer um plano de confisco. O povo brasileiro aceitou até isso porque estava desesperado, mas, em três meses, a inflação já tinha atingido dois dígitos. Aí a popularidade do presidente ruiu de vez.

Agitação – E o plano real, por que deu certo?

Miriam Leitão – O Plano Real deu certo porque aprendeu com os erros dos outros planos. Mas o mais importante foi o fato de ter convocado as pessoas a entenderem primeiro, para ser colocado em prática depois. Foi o que aconteceu com a URV. Quando todo mundo tiver entendido, vamos transformá-la numa nova moeda.

Agitação – Mas as condições políticas e econômicas eram muito desfavoráveis na época.

Miriam Leitão – Não eram nada fáceis. Era um governo tampão, porque o presidente tinha caído e o vice-presidente, Itamar Franco, tinha assumido por um período curto. Fernando Henrique Cardoso foi o quarto ministro da Fazenda em quatro meses. Restava muito pouco tempo para aquele governo. E estava todo mundo assustado pelo Plano Collor. E o Plano Real veio prometendo não trazer surpresas e ensinando a população como deveria ser. Mas, depois, o plano precisou ser garantido pelas várias crises que aconteceram a seguir, como a bancária, a asiática, o colapso cambial de 1999, e até na transição política. O trabalho do Fernando Henrique nos oito anos seguintes foi fazer a consolidação. Mas tudo poderia ter sido perdido se o presidente Lula não tivesse tido a sabedoria de manter as bases do plano, apesar de, no quadro político, ter sido adversário dos autores do plano. Lula foi muito sábio e Fernando Henrique muito persistente nos vários testes e desafios que o plano enfrentou. Acho que a gente fez um bom trabalho coletivo como país e pelas pessoas.

Agitação – E com o sucesso do livro, já está pensando no próximo?

Miriam Leitão – Por enquanto não, estou ainda trabalhando na divulgação. Gostei muito de fazer esse trabalho, mas foi um estudo difícil, pesado e me tomou todas as férias e os fins de semana. Às vezes dava vontade de pegar sol, uma prainha, mas voltava para o livro. Mas estou muito feliz com a jornada. Surpreendeu minhas expectativas. Na quarta semana já estava na segunda edição; então é uma alegria imensa. Uma sensação muito boa, pois queria contar uma história que as pessoas estão entendendo, concordando, se interessando, discutindo. É uma sensação extraordinária.

Agitação – Você é considerada uma das mais completas jornalistas do país. Que dicas pode dar para os estudantes de jornalismo para alcançar sucesso na profissão?

Miriam Leitão – O primeiro conselho que dou é ler muito. Essa é uma geração das mídias sociais, que lê um pouquinho ali no twitter, um pouquinho aqui no facebook, mas precisa arranjar um tempo para ler os clássicos. Eles ensinam a escrever, e essa é a ferramenta mais importante. É com ela que você vai ser claro, ser compreendido, fazer um texto agradável e isso nunca vai deixar de ser fundamental. É importante não perder a noção da força do que você está vivendo. Não se acostumar com a corrupção, com os baixos índices de escolaridade, não ficar cético com o país. Sempre entender que seu trabalho é importante para a sociedade. O jornalista hoje tem a vantagem, que eu não tinha no começo da minha vida profissional, de ler jornais de outros países. Antes eu comprava o Financial Times com quatro dias de atrasado. Hoje está tudo na internet. E para isso precisa saber outras línguas. Tem de saber bem inglês e espanhol. Não dá para ficar apenas no seu mundo.

Agitação – Você chegou a fazer estágio quando era estudante de Jornalismo?  

Miriam Leitão – Minha vida profissional foi um pouco diferente da trivial. Na cidade onde comecei a atuar profissionalmente não tinha curso de Jornalismo. Então comecei a cursar História, quando consegui meu primeiro emprego em um jornal de Vitória/ES. Então fui aprendendo na prática. Não conclui o curso e pulei para o Jornalismo na primeira turma da faculdade. Depois terminei o curso na Universidade de Brasília (UnB). Mas já exercia a profissão. Aprendi na marra e com a ajuda dos colegas de profissão.

Agitação – Gostaria de deixar alguma mensagem para os jovens?

Miriam Leitão – Para o público estudante, gostaria de dizer que só sabendo o passado é que a gente, no futuro, não comete os mesmos erros. Foi com esse objetivo que eu escrevi a Saga Brasileira. Agora a gente não pode mais permitir que a inflação volte, até porque o país tem muitas tarefas grandes para fazer, e uma delas é melhorar o nível de educação de todo povo brasileiro.
(por Cláudio Barreto)  

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Como se preparar para o trabalho




Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e as boas vagas de emprego congestionadas de candidatos, leva a vantagem quem tiver um currículo sólido. Para mostrar-se apto a ocupar esse novo espaço que se abre, os jovens vão precisar de aptidões compatíveis com os cargos disputados. O domínio de línguas estrangeiras, principalmente o inglês e o espanhol, já é obrigatório para muitas vagas de trabalho. Com a abertura da economia, algumas empresas exigem a proficiência de seus funcionários, porque terão de lidar com as demandas do comércio internacional.
Caprichar nas línguas estrangeiras não significa ignorar o português. Muito pelo contrário. Uma das provas que mais eliminam candidatos é exatamente a de Língua Portuguesa. Alguém que não sabe se expressar corretamente, nos dias atuais – que exigem o contato constante com clientes por e-mails, telefonemas, redes sociais e pessoalmente –, estará alijado das boas oportunidades do mercado.  
 Nas áreas de tecnologia, o domínio de programas de informática também ganha espaço nos processos seletivos. O Excel é um dos mais exigidos. Quem não tiver domínio da ferramenta pode encontrar mais dificuldade para a colocação profissional. Na área de Tecnologia da Informação (TI), o Access, do pacote Office, é bastante pedido nas seleções de emprego, assim como o Auto Cad, nas vagas de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo.
Para os jovens que não têm experiência profissional, o currículo pode ser enriquecido com treinamentos práticos por meio do estágio ou programas de aprendizagem. No estágio, o estudante pode permanecer até dois anos em uma empresa, órgão público ou entidade de terceiro setor, adquirindo vivência profissional e aprendendo a realizar atividades profissionais, aplicando os conceitos aprendidos na escola ou na universidade. Nos programas de aprendizagem, o jovem, de 14 a 24 anos, é contratado com carteira assinada por um tempo máximo de dois anos, onde vai atuar na profissão desejada e ainda ter aulas teóricas uma vez por semana para aperfeiçoar sua formação. Essas experiências turbinam o currículo e facilitam a inserção ao mercado de trabalho.
(Por Cláudio Barreto)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Como fazer uma pesquisa científica


A pesquisa é uma ferramenta essencial para o processo de aprendizagem, seja no ambiente acadêmico, profissional ou até mesmo no pessoal. Um trabalho bem feito evita a perda de tempo e pode melhorar a qualidade do estudo. Mas para chegar a um grau satisfatório, é necessário trabalhar com uma série de métodos e técnicas de pesquisa. No entanto, a literatura encontrada sobre o assunto é um tanto confusa, gerando, muitas vezes, desmotivação nos estudantes.
Quando se elabora uma pesquisa científica, a primeira etapa é delinear bem o assunto que se quer tratar. É importante lembrar que toda pesquisa deve passar por um período preparatório de elaboração. A pergunta que deve ser respondida pelo pesquisador é: o que vou pesquisar? Para alcançar um sucesso no trabalho, é importante que o tema escolhido desperte curiosidade nas pessoas.
Após o tema escolhido, parte-se para a problematização, ou seja, o problema que se deve responder, buscando o esclarecimento. O “para que pesquisar” responde outra questão importante: o objetivo do trabalho. É a justificativa do porque daquele estudo. O trabalho científico é laborioso e repleto de detalhes, mas seguindo orientações objetivas e adequadas, poderá ser muito mais prazeroso do que se imagina. (Por Cláudio Barreto)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Apagão de mão de obra na indústria



A falta de profissionais qualificados é um dos gargalos do desenvolvimento e, agora, se manifesta mais agudamente em alguns segmentos da indústria. Uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral mostra que os principais desafios para a contratação de funcionários hoje são a escassez de profissionais capacitados (67%) e a deficiência na formação básica (56%) – tudo consequência da péssima qualidade do ensino básico. É uma situação inusitada e paradoxal, já que, paralelamente à fartura de oferta (com milhares de cargos vagos durante meses, à espera do perfil adequado), ainda persiste alto índice de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos.
Executivos afirmam que muitos de seus colaboradores efetivos têm dificuldade para compreender o manual de operação de uma máquina, pela incapacidade de interpretar um texto em português – aliás, deficiência constatada em todas as avaliações de desempenho de alunos. Para contornar o problema, muitas empresas investem na formação básica dos funcionários – dedicando em média de 12 a 18 meses a essa etapa de treinamento. O custo financeiro para nivelar competências e conhecimentos da equipe chega a 30% do total investido na formação de mão de obra, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Essa é uma crise anunciada e, portanto, está mais do que na hora de se realizar um trabalho conjunto do poder público com a sociedade para que a educação se torne efetivamente prioridade, até mesmo para não comprometer a oportunidade de crescimento que o mercado globalizado oferece atualmente ao Brasil.
(Cláudio Barreto)