Enquanto o Brasil disputa com a Inglaterra o posto de sexta maior economia mundial, ainda há um déficit grande no tocante à inclusão digital. Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizada em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, o Brasil está na 72.ª posição no ranking mundial da inclusão digital, que mede o acesso a telefone celular, telefone fixo, computador e internet em casa. Apesar da colocação incômoda, com apenas 51,2% da população conectada, o país está um pouco acima da média mundial, que é de 49,1%. As nações com as melhores médias são: Suécia (95,8%), Islândia (95,5%), Singapura (95,5%) e Nova Zelândia (93.5%).
No entanto, existem ilhas de exceção no país. As capitais brasileiras com maior inclusão são Florianópolis (77%), Vitória (76,6%) e Curitiba (75,8). A cidade de São Paulo tem uma média de 71,7%. Já entre os municípios mais conectados, São Caetano do Sul lidera o país com 82,6%. Mas os índices de estados como Maranhão, Piauí, Pará e Roraima diminuem sensivelmente as estatísticas nacional. Em cidades como Fernando Falcão/MA, Chaves/PA e Uiramutã/RR, o índice não passa de 5% da população com conexão.
Na realidade, esses números mostram a existência de “dois brasis” e suas dificuldades históricas para promover uma melhor distribuição de renda e para contemplar as regiões carentes com índices de desenvolvimentos mais razoáveis. (Por Cláudio Barreto)



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